terça-feira, 20 de junho de 2017


As Ordens do Amor - Constelação Familiar

"...Já há alguns anos chamamos essas ordens de “Leis”, pois elas atuam realmente, assim como atuam as leis da natureza, por isso dizemos “Leis Naturais”. Gostamos de compará-las à Lei da Gravidade por ser essa bem conhecida por todos, tornando então mais fácil a compreensão das mesmas. 

A diferença é que gravidade atua sobre a massa e as leis do amor atuam sobre os relacionamentos e, em ambos os casos, podemos ver a atuação pelos efeitos. 
Mesmo uma criança que nada sabe sobre a Lei da Gravidade está sujeita à mesma, assim, se ela sobe em um lugar alto e cai, poderá se ferir. Ou seja, a natureza não deixa de atuar pelo fato de que isso seja injusto, já que é uma criança inocente e nada sabe sobre essa lei da natureza. O fato de não a conhecer não a torna imune aos efeitos caso ela não respeite tal lei e se alinhe com ela. 

A natureza não deixa de atuar porque você não concorda com ela. Aquilo que tem de acontecer simplesmente acontece. Também assim agem as Leis Naturais do amor. Gostaríamos de compartilhar algo acerca de cada uma dessas leis:

1 - Pertencimento:

O Pertencimento é gerado somente pelo vínculo. Descrevemos essa lei da seguinte forma: “Quem pertence, pertence. Quem não pertence, não pertence.” 

E o que quer que venha depois desse ponto final não desfaz o vínculo. 

Um vínculo pode ser criado por laços de sangue ou por laços de destino. Dentro do primeiro caso estão nossos pais, filhos, irmãos, meio irmãos, irmãos de nossos pais, meio irmãos de nossos pais, avós, bisavós etc. 

No segundo caso, temos os nossos parceiros atuais e anteriores, não importa o motivo pelo qual o relacionamento tenha terminado. Também pessoas que somam algo ao nosso sistema, por exemplo, alguém que doa uma herança e com isso facilita muito a vida da minha família, então essa pessoa pertence ao meu sistema. Isso quer dizer que ela precisa de um lugar de amor e respeito dentro da minha família. 

2 - Ordem:

A Ordem é estabelecida pela hierarquia. Descrevemos essa lei da seguinte forma: “Quem chegou primeiro chegou, primeiro, quem chegou depois, chegou depois. E nada que venha depois desse ponto final, altera a ordem.” 

Uma confusão que observamos as pessoas fazerem quando falamos dessa ordem é confundi-la com a ordem hierárquica militar, onde se pressupõe obediência cega às ordens superiores. Não é o caso aqui. Essa ordem não pressupõe obediência automática e sim, precedência e respeito. No entanto, a postura com a qual se desobedece dita os efeitos da desobediência. Ou seja, desobedecer com o sentimento de que se vai fazer “melhor” do que aqueles que vieram, tem um efeito. Desobedecer com postura de fazer algo “diferente”, e não melhor, só diferente, a serviço daquilo que segue adiante e de maneira ainda mais leve, tem outro efeito. 

3 - Equilíbrio

O Equilíbrio é estabelecido pelo dar e receber.

A necessidade do equilíbrio é facilmente percebida nas relações. Se recebo algo de alguém, sinto pressionada a dar algo de volta. Vale ressaltar que essa lei atua somente entre iguais, ou seja, onde não há hierarquia, como relação de casal, entre amigos, etc. Dizemos que “Quando a Ordem entra pela porta, o Equilíbrio pula pela janela”. Isso é importante, pois é muito comum que queiramos equilibrar o dar e receber com nossos pais, e isso é impossível. 

Os pais dão muito ao transmitir a vida e o que podemos fazer para aliviar um pouco essa pressão é passar adiante aquilo que deles recebemos, seja através dos filhos, seja através do nosso trabalho. Já nas relações entre iguais, o Equilíbrio é fundamental para que o amor dê certo. 

Assim podemos perceber que naquilo que acrescenta ao amor, o que normalmente chamamos de “positivo”, há uma tendência de dar de volta “um pouquinho mais”. Isso reforça o amor e a troca entre o casal e tem um bom efeito. 

Mas o que ocorre quando um dos parceiros fere o outro? Podemos dizer que nesse caso ele ou ela fez algo que “deu” ao outro uma coisa “negativa”, que subtrai algo ao outro e ao casal. Observando o que ocorre ao nível da consciência pessoal podemos ver que nesse caso, a pessoa que foi ferida sente-se de consciência leve e o ofensor sente consciência pesada. Num caso assim, para que o equilíbrio se reestabeleça é preciso que aquele que foi ferido também faça algo que cause dano ao outro, estabelecendo uma compensação no “negativo”, porém um “pouco menos” do que aquilo que foi feito a si antes...


Assim, o equilíbrio pode muitas vezes ser reestabelecido na relação de casal e as trocas entre eles podem ser retomadas, num ambiente que permite novamente a felicidade..."

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Um Significado...


Esse é o Meu!!!

Convite...



"Não me interessa o que você faz para viver.

Eu quero saber o que de fato você busca e se você é capaz de ousar sonhar em encontrar as aspirações do seu coração.

Não me interessa a sua idade.

Eu quero saber se você será capaz de se transformar num todo... Para poder amar, viver os seus sonhos e aventurar-se de estar vivo.

Não me interessa qual o planeta que está em quadratura com a sua Lua.

Eu quero saber se você é capaz de se sentar com a dor... A sua e a minha.

Se você é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase lhe envolva até a ponta dos dedos dos pés e das mãos... Sem querer nos aconselhar a sermos mais cuidadosos, mais realistas ou nos lembrar das limitações do ser humano.

Não me interessa se a história que você está me contando é verdadeira.

Eu quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro consigo mesmo. Se você é capaz de suportar a acusação de traição e não trair a sua própria alma.

Eu quero saber se você pode ser confiável e verdadeiro.

Eu quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o dia não está belo e se você pode conectar a sua vida através da presença de Deus.

Eu quero saber se você é capaz de viver com os fracassos, os seus e os meus...

E mesmo assim se postar nas margens de um lago e gritar para o reflexo da Lua: SIM!!!

Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro você ganha.

Eu quero saber se você é capaz de acordar depois da noite de luto e do desespero... Exausto e machucado até a alma,... e fazer aquilo que precisa ser feito.

Não me interessa o que você é ou como você chegou aqui.

Eu quero saber se você irá postar-se no centro do fogo comigo e não fugir.

Não me interessa onde, ou o que, ou com quem você estudou.

Eu quero saber o que o sustenta interiormente, quando tudo o mais desabou.

Eu quero saber se você é capaz de ficar só consigo mesmo e se você realmente é boa companhia para si...

Mesmo nos momentos vazios.

Oriah , o Sonhador da Montanha – um ancião indígena.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Cuidado com o Cérebro!! Não Realize Todos os Seus Sonhos...


Cuidado com o cérebro! Não realize todos os seus sonhos...

A ocasião é propícia para essa provocação, não pensem amigos que estou profetizando o caos ou disseminando o pessimismo, ao contrário, até o final do texto você entenderá os motivos que justificam o título desse artigo.

O lado direito de nosso cérebro, absolutamente emocional, na maior parte do tempo exerce o papel de herói, nos convida a continuar vibrando, mantém viva a criança interior, nos ensina a amar com profundidade, mas pasmem, é especialista em gerar conflitos com os cálculos muito bem elaborados pelo lado esquerdo do cérebro, que é objetivo e reto.

E por que o lado direito do cérebro boicotaria nossos seus sonhos??

Quando definimos que realizaremos um sonho e providenciamos tudo que deve ser feito para tal, estamos no caminho certo. Estabelecemos data para cumprir cada etapa, traçamos curtas e factíveis metas de jornada e, cautelosos, providenciamos a checagem periódica para certificação que estamos indo bem, até finalmente atingir e erguer a taça ao merecido brinde. Mas quem disse que esses passos são indolores??

Haverá, cedo ou tarde, enquanto buscamos o hesito pessoal ou profissional que o sonho nos trará, momentos difíceis, até mesmo dolorosos. Costumamos deixá-los pelo caminho quando bate essa dor, quando nossa resiliência é testada. Isso vale para redução de peso, parar de fumar, sonhos materiais e de qualquer outra natureza.

Não há hemisfério cerebral melhor ou pior, lado esquerdo e direito representam um dueto perfeito, mas mantê-los calibrados é papel de quem os gerencia.

Vejamos o exemplo do fumante. O lado direito do cérebro, quando percebe que a privação do cigarro eliminou boa parte do prazer que o viciado tinha, vai demandar a irresistível vontade de uns tragos. O lado esquerdo, cauteloso e impotente diante da decisão que a pessoa tomou sem consultá-lo, consegue no máximo, emitir um recado:
-- Já que você vai fazer isso, que seja apenas um traguinho e em seguida, retoma o seu sonho.

Já era! O sonho ficou pelo caminho diante da dor...

A resiliência é uma qualidade que lida com os dois lados do cérebro. Quando sentir uma irrefreável vontade de desistir, coloque os dois lados para uma boa conversa. Ainda seguindo o exemplo, pergunte-se e dê a chance de resposta para o lado esquerdo.

-- Estou morrendo de vontade, digamos que eu dê um trago ou outro, assumirei o risco de voltar? 

Provavelmente você escutará o lado esquerdo de seu cérebro calculando essa vontade e lhe dizendo:
   -- Você não está morrendo de vontade, mas sim, atendendo a um capricho da química, que por enquanto, ainda exerce poder em seu corpo. Tenha apenas mais um pouco de paciência e nunca mais você precisará deste veneno.

A resposta, evidentemente não precisará ser exatamente esta, mas é uma das inúmeras possibilidades que seu cérebro esquerdo calculará para que se mantenha na reta do sonho. O mais importante é que jamais exista queda de braço ou uma relação antagônica entre os dois hemisférios. Tome a decisão após um longo diálogo interno e você verá que o sonho há se realizar.

Recentemente fiz uma pesquisa com amigos de grupos que participo, incluindo facebook e whatsaap, e pasmem, neste ano que se despediu de 2014, 67% das pessoas entrevistadas, realizaram mais sonhos, metas e objetivos que vinham de anos anteriores do que as mesmas aspirações recém nascidas.

Pensemos amigos, alguns supostos sonhos surgem para servir como distração e aliviar as adversidades que o sonho principal está gerando em sua vida!!
E, assim colocado, permito-me deixar uma provocação:

Quando um sonho nasce em seu coração, você tem certeza que você sabe diferenciá-lo de uma ação que não dependa apenas de você, como ganhar na loteria por exemplo? 

Mas você sabe mesmo a distância que separa o sonho da realização?

A resposta, metricamente bem calculada pelo lado esquerdo do cérebro, pode ser o resultado da distração que o lado direito lhe gerou através de um novo sonho... 
Já a escolha, como sempre é apenas sua!

Feliz 2015!!!
Namastê

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

TORNAR VISÍVEL...


"Nada posso lhe dar que já não exista em você!
Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, 
além daquele que há em sua própria alma.
Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave...
Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo,
e isso é tudo!"

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Os Sete Mergulhos...

Conta-se que no Tibete, região fria por demais, cada recém-nascido era, assim que saia da barriga materna, submetido a um teste de vida ou morte: era mergulhado numa tina de água com a temperatura da neve dos picos tibetanos.

Mas o processo não se restringia a isso; não era apenas um mergulho, eram sete!!

A princípio, isso pode parecer aos “politicamente corretos ocidentais do Novo Mundo” uma sessão de tortura e duvido que, mesmo entendendo a causa, algum de nós, em sã consciência, permitiria que isso fosse feito ao seu próprio filho; porém, para eles, fazia todo o sentido, uma vez que, mergulho por mergulho, os pulmões se abriam cada vez mais e se, no final de tudo, aquele pequenino ser sobrevivesse, todos na aldeia tinham certeza de que seria abençoado, saudável e próspero; aclimatado e merecedor do dom da vida; parte do meio ambiente que com seu clima terrível não favorecia aos mais fracos.

Nós, nessa caminhada de mudança de Ciclo, estamos passando por algo parecido.

Quanto medo cada um desses mergulhos pode trazer, não?

E quantos de nós fugimos – pois temos pernas para correr, diferente dos recém-nascidos – na segunda tentativa?

O certo é que todos aqueles que escolheram evoluir, individualmente, passam pelas mais curiosas provas.

Seu mergulho pode ser familiar, de saúde, no âmbito dos relacionamentos; oriundo da confusão mental que os novos padrões provocam, financeiro, filosófico, energético, etc, etc, etc… Ou tudo isso, um a um, numa sequência que enlouqueceria até a Jó, o paciente servo do Altíssimo, personagem da história judaico-cristã, a quem provaram e provocaram até que…

Até que nada!

Nosso recém-nascido sobrevivente e Jó têm tudo em comum: vida e vida plena, abundante, com propósito. Parece até que podemos ouvir os dois pedindo: “- Só mais um mergulho, agora que já passei por sete… Só mais uma prova, agora que sei que passo com folga e fé por isso!”

Cada vez mais fortes e seguros, ambos continuam com o objetivo de passar pelas provas, pelos testes, pelos mergulhos. Se choram? E como! E será que se lamentam?

Não dá tempo de pensar em nada, a não ser em respirar o próximo quinhão de ar fresco, certos de que nada mais, em tempo algum, será tão difícil quanto a experiência do momento, a qual se torna o mestre mais valioso que poderiam encontrar.

Porque a prova é inevitável, podemos escolher o que sentir durante o teste; no instante em que nos conscientizamos de que não há meio de se modificar o externo, contamos com a luz do potencial interno que se prepara para dar o melhor de nós mesmos para sairmos disso, o quanto antes.

Então, são duas chaves: a consciência da prova e a certeza de que estamos à altura do desafio, ou pensando bem, não faz mesmo o menor sentido continuarmos vestindo um corpo e ocupando espaço; dito desse jeito, soa um pouco cruel, mas vá lá… analise o tanto de gente que luta por apenas mais um dia de vida e coloque-se a postos para quantos mergulhos forem necessários.

Quantos são?

Para os tibetanos eram somente os sete dos primeiros minutos de vida. Nunca mais um habitante daquela aldeia seria provado, porque depois daquilo, estava mais do que claro que deveria ser respeitado. Com Jó, foi a mesma coisa: testes e mais testes, e uma vida longa e feliz, refeita, plena.

Supondo, por isso, que estamos passando pelos mergulhos – figuradamente – é melhor que fiquemos firmes e permaneçamos no local. Não corra, não fuja, não empurre sua tina para os outros, o que não é nada difícil de acontecer.

Isso no nosso caso e quanto aos outros, os que vemos sendo mergulhados, pare de sentir pena. A solidariedade de que todos precisam ao passar pelas provas não se chama “dó”. Fique de braços abertos e toalhas em punhos, pronto para ampara-los quando acabarem seu próprio processo e entenda que isso é individual, não dá para fazer pelo outro, por mais que queiramos trocar de lugar com os nossos entes queridos.

Enquanto isso, tratemos nosso pseudo “algoz”, qualquer que seja, com a confiança que merece, chame-se ele câncer, vício, divórcio, luto ou desemprego.

Depois do sétimo mergulho, você terá a exata percepção de quem verdadeiramente é e estará pronto para testemunhar que a água gelada levou embora seu ego e suas ilusórias necessidades que nem eram importantes; de tanto que chorou e gritou seus pulmões podem respirar mais e melhor; sua vontade de viver é maior do que qualquer circunstância externa e principalmente: você é digno de pertencer a essa existência, o que poderá repetir incessantemente, com o sorriso de um verdadeiro vencedor.

sábado, 28 de junho de 2014

Cego Amor por um Defeito Sincero...



A afetividade aumenta e traz bem-estar, efeito da ação do hormônio que gera um impulso e um desejo de cuidar.

Um simples abraço pode fazer diferença na vida de um ser humano. O toque humano é muito importante. Percebemos que em algumas sociedades, as pessoas têm o hábito de se abraçarem, mas às vezes, não há uma plena consciência disto e acaba ficando uma coisa muito mecânica.

Abraçar significa dar vazão aos sentimentos de compaixão, amor, alegria, tristeza, afeição.

Também está relacionado a cura, apoio pessoal. Abrace sempre alguém diariamente.

Seus filhos, seus pais, ou seus amigos, conhecidos, vizinhos, colegas. Tem sempre alguém merecendo um abraço. Um abraço irradia energia, calor e amor. Um abraço transmite um sentimento que muitas palavras não conseguem expressar. Não perca a oportunidade de demonstrar seu afeto, amizade, gratidão.

A ciência diz que o toque é muito importante. Os profissionais da enfermagem e fisioterapia que o digam. Também é ferramenta poderosa para a cura...

Muitas experiências mostraram que o toque humano pode desencadear alterações fisiológicas que podem ser medidas naquele que toca e em quem é tocado.

Alivia a dor, pode estimular a vontade de viver, tem um efeito extraordinário em bebês que nasceram prematuros e também no desenvolvimento da linguagem e inteligência das crianças.

A tecnologia moderna é importante, mas todo ser humano necessita de carinho físico. Porém, alguns afirmam que não precisam, pois isso é sinal de fraqueza e dependência... Mas existe algo poderoso em nossos braços, mãos e dedos que faz alguém se sentir amado e cuidado com um simples abraço.

Vamos derrubar as barreiras culturais e emocionais que nos impedem de sentir os saudáveis benefícios do toque físico e do abraço.

Então vamos lá, após ler este texto, abrace umas seis pessoas pelo menos e sinta a diferença do seu dia.

Sustentar Escolhas: o Caminho Depois da Decisão

Falar sobre escolhas é comum. Falamos sobre decidir, mudar de rumo, começar algo novo. Mas quase nunca falamos sobre o que vem depois. Suste...