quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Sustentar Escolhas: o Caminho Depois da Decisão



Falar sobre escolhas é comum.

Falamos sobre decidir, mudar de rumo, começar algo novo. Mas quase nunca falamos sobre o que vem depois.

Sustentar escolhas é o território menos romantizado da vida adulta. É quando o entusiasmo inicial dá lugar à constância, quando o aplauso diminui e o cotidiano se impõe. É ali, no depois da decisão, que muitas escolhas são testadas — não porque estavam erradas, mas porque exigem presença, coerência e coragem.

Sustentar não é insistir cegamente. Também não é provar nada para ninguém. Sustentar é permanecer fiel ao que foi escolhido, mesmo quando surgem dúvidas, pressões externas e a tentação de voltar atrás apenas para caber novamente nas expectativas alheias.

Toda escolha real carrega consequências. Algumas visíveis, outras silenciosas. Sustentar escolhas é aprender a conviver com essas consequências sem se abandonar, ajustando rotas quando necessário, mas sem perder a própria integridade.

É nesse ponto que a vida deixa de ser sobre decisões impulsivas e passa a ser sobre maturidade...

Porque escolher é um ato. Sustentar é um processo.


Sustentar Escolhas na Maternidade Atípica: o Que Ninguém Conta

Existe um momento em que a maternidade deixa de ser apenas um acontecimento e passa a ser uma escolha diária.

Na maternidade atípica, esse momento chega cedo — às vezes cedo demais.

A maternidade atípica, em especial, transforma o sustentar escolhas em uma experiência diária, contínua e muitas vezes invisível.

Quando um diagnóstico entra na história, a vida não pede apenas adaptação. Ela exige posicionamento. Exige escolhas que não cabem em frases prontas nem em conselhos bem-intencionados. E, a partir desse ponto, sustentar escolhas deixa de ser uma ideia abstrata e passa a ser uma prática cotidiana, feita de decisões pequenas, repetidas e silenciosas — que moldam não apenas a forma de maternar, mas a forma de existir.


A escolha que não foi escolhida

Na maternidade atípica, muitas decisões não são fruto de desejo, mas de realidade.

Você não escolheu o diagnóstico.

Você não escolheu o medo.

Você não escolheu o luto pelo filho idealizado.

Mas, ainda assim, você precisa escolher como vai seguir.

E sustentar essas escolhas é um processo silencioso. Um caminho feito de noites mal dormidas, consultas, terapias, decisões difíceis e uma coragem que nasce no cansaço.


Sustentar não é ser forte o tempo todo

Existe uma expectativa injusta sobre mães atípicas: a de que sejamos incansáveis, resilientes, inabaláveis.

Como se sustentar escolhas significasse nunca vacilar.

Mas sustentar não é sobre força constante.

É sobre permanência consciente, mesmo quando o corpo pede pausa e a alma pede colo.

Sustentar é:

continuar mesmo cansada

dizer “não” sem se explicar

proteger seu filho e, ao mesmo tempo, não se perder de si

aceitar ajuda sem culpa


O peso invisível das decisões diárias

Pouca gente vê o que sustentar escolhas custa.

Não veem as renúncias profissionais.

Não veem as relações que se afastam.

Não veem o isolamento emocional.

Cada escolha — tratamento, escola, rotina, limite — carrega um peso que não cabe em julgamentos externos.

E, muitas vezes, o que mais dói não é a escolha em si, mas a solidão de sustentá-la.


Quando sustentar cansa demais

Há dias em que a escolha pesa.

Em que surge a dúvida: “Será que estou fazendo certo?”

Esses momentos não invalidam sua decisão. Eles apenas revelam que você é humana.

Sustentar escolhas não significa ignorar o próprio limite. Pelo contrário. Às vezes, sustentar é revisar, ajustar, pedir ajuda, mudar estratégias — sem culpa e sem autoataque.

Mudar o caminho não é abandonar a escolha. É cuidar de quem sustenta.


A escolha de continuar inteira

Na maternidade atípica, uma das escolhas mais difíceis é permanecer inteira.

Não se reduzir apenas ao papel de cuidadora.

Não desaparecer atrás do diagnóstico.

Sustentar escolhas também é sustentar a própria identidade, os próprios sonhos, o direito ao descanso, à alegria e ao silêncio.

Porque uma mãe que se abandona não sustenta ninguém por muito tempo.


O que ninguém diz, mas precisa ser dito

Sustentar escolhas cansa.

Machuca.

Isola.

Mas abandonar a si mesma custa ainda mais.

Na maternidade atípica, não existe escolha perfeita. Existe a escolha possível, feita com amor, consciência e limites.

E isso já é coragem suficiente.


Para você que está sustentando escolhas em silêncio

Se ninguém te disse hoje, eu digo:

Você não precisa ser forte o tempo todo.

Você não precisa se explicar para todos.

Você não precisa sustentar sozinha.

Sustentar escolhas também é permitir-se apoio, descanso e compaixão.

E, acima de tudo, lembrar que você também importa.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

A Maternidade Que Não Cabe no Feed Entre o esgotamento invisível, a fé que sustenta e a mãe que ninguém vê

O final do ano chega sempre com uma promessa implícita de descanso, balanço e recomeço.

Mas para muitas mães — especialmente mães atípicas — ele chega como mais uma maratona.

É quando o corpo pede silêncio, a alma pede colo e a agenda responde com compromissos, expectativas e obrigações.
É quando todos falam de gratidão, mas poucas pessoas perguntam: “E você, como está?”

Porque a mãe, quase sempre, está ocupada demais sendo tudo.

Ela é mãe.
É profissional.
É dona de casa.
É esposa.
É mulher.
É amante (quando sobra energia).
É serva de Deus (mesmo quando está cansada de ser forte).

E, no meio disso tudo, precisa ser inabalável.

A maternidade atípica e o apagamento silencioso

Quando se é mãe atípica, o mundo aprende a olhar para a criança — e isso é justo.
Mas, aos poucos, esse olhar se torna exclusivo.

Todos querem saber:

  • Como está a criança

  • Se houve evolução

  • Se a terapia deu resultado

  • Se o comportamento melhorou

Poucos querem saber:

  • Se a mãe dormiu

  • Se ela chorou escondido

  • Se ela teve medo

  • Se ela ainda se reconhece no espelho

Aos poucos, a mulher vira bastidor.
A mãe vira função.
O ser humano vira resistência.

E ninguém percebe o peso de carregar um amor que exige vigilância constante, decisões difíceis, renúncias diárias e uma força que não se escolhe — apenas se exerce.

O cansaço que não aparece nas fotos

Existe um tipo de esgotamento que não melhora com uma noite de sono.
Ele mora no corpo, mas nasce na alma.

É o cansaço de explicar.
De justificar.
De lutar.
De sustentar esperanças quando o coração está cansado de ser valente.

É o cansaço de ser vista como “forte”, quando tudo o que se queria era ser cuidada por cinco minutos sem precisar pedir.

E, sim… às vezes dá vontade de fugir.
Não no sentido literal — mas naquele desejo silencioso de desaparecer do radar do mundo, nem que seja por um instante.

Sumir do barulho.
Sumir das cobranças.
Sumir das expectativas.

(E claro… levar a criança e o cachorro juntos, porque o amor nunca tira férias.)

O humor que salva, a fé que sustenta

Entre uma lágrima e outra, a gente aprende a rir.
Às vezes de nervoso.
Às vezes por sobrevivência.

Porque rir também é um ato de fé.

E a fé — essa que não aparece em frases prontas — é o que mantém a mãe em pé quando ninguém está olhando.
É ela que segura a mão trêmula.
Que sustenta o “vai dar certo” mesmo sem provas.
Que ensina que ser forte não é não cair — é levantar cansada mesmo.

Que no próximo ano a mãe também seja vista

Que o próximo ano traga mais do que metas.
Que traga olhar humano.

Que alguém pergunte:

“Como você está de verdade?”

Que a mãe não seja apenas lembrada quando precisa ser forte, mas quando precisa ser acolhida.

Porque antes de ser tudo para alguém, ela é alguém.

E isso — só isso — já deveria ser suficiente para que fosse cuidada também.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

8 Leis da Prosperidade segundo Bert Hellinger


1ª) Coloque-se em paz com seus pais. Agradeça e aceite sua mãe e seu pai como eles são e não como você gostaria que eles fossem ou tivessem sido. A mãe é quem nos deu o primeiro sustento, por isso ela está ligada ao movimento de ir para a vida, a prosperidade e ao dinheiro. O pai, na visão sistêmica, representa nossa carreira e profissão. Se você está vivo nesse mundo, trabalhando, constituindo família, aprendendo e impactando na vida de outras pessoas é porque seus pais foram perfeitos como pais do ponto de vista da existência humana e da vida. E se você os toma sem reivindicações, o dinheiro flui e você se sente adaptado e realizado na vida.

2ª) Busque o equilíbrio de troca. O dinheiro é uma energia de agradecimento. Você dá algo a alguém - um serviço, um produto ou um conhecimento - e esse alguém retribui com certa quantia em dinheiro. Esta relação precisa ter um equilíbrio, ser justa para ambas as partes. Meu produto ou serviço não pode ser mais caro nem mais barato do que o benefício que ele proporciona. 
"Nossa vida flui quando equilibramos o dar e receber. E um modo de o Universo nos mostrar se estamos fazendo isso é quando recebemos dinheiro ou quando estamos em abundância." Brigitte Champetier de Ribes.

3ª) Vá para a vida para que o dinheiro chegue até você. Faça as pazes com o seu passado, mantenha os pés bem fincados no presente e flerte com o futuro. Se o dinheiro não vem, é sinal de que algo precisa ser feito antes, provavelmente na história pessoal ou na de membros do seus sistema, seja na família de origem ou em alguma geração anterior. Isso pode estar atrapalhando você de estar disponível para a vida. Aí que o dinheiro não vem.

4ª) Se atreva a ser tão grande quanto ao seu dinheiro. Pare para pensar: quando você lida com o dinheiro, você se sente menor, maior ou igual? Essa relação precisa ser de igual para igual. Não se pode ser como uma criança que pede, nem ser maior que o dinheiro, pois nessa postura arrogante não se consegue agradecê-lo. Se o dinheiro não se sente respeitado ele vai embora da sua vida.

5ª) Olhe para o dinheiro com bons olhos. Se você não olha o dinheiro, ou seja, evita fazer planilhas de gastos e rendimentos, não gosta de olhar o holerite, quanto tem na carteira, nem o extrato bancário, atenção!! Você pode estar excluindo o dinheiro da sua vida. Se você olha para o seu rendimento e para suas contas com carinho e respeito, você tem saúde financeira. Tenha gratidão a tudo que receber (mesmo as pequenas quantias), ao banco e até os impostos recolhidos. Tudo aquilo que você exclui, rejeita e tem aversão, você acumula tensão e começa a dar nós.

6ª) Dê significado nobre ao seu trabalho. Você não vende um produto, serviço ou conhecimento, você vende conforto, praticidade, bem-estar e sucesso às pessoas. "Qualquer empresa que é bem sucedida está a serviço da vida, dos seres humanos", disse Bert Hellinger, criador das Constelações, em seu último seminário no Brasil. É preciso colocar o foco no benefício que seu trabalho vai proporcionar e não focar em aumentar seu faturamento e ter sucesso. 
"Quem somente serve ao dinheiro já perdeu antes de começar", acrescentou Hellinger.

7ª) Observe que sentimento surge quando você dá e ganha dinheiro. Você sente pena da pessoa que te dá dinheiro? Você sente desconforto e irritação quando dá seu dinheiro ao outro? Tem gente que sente vergonha e culpa quando recebe, ao passo que quando dá ou perde sente alívio.
Crenças sabotadoras podem podem estar por trás dessas dinâmicas.

8ª) Cuidado com as crenças sabotadoras! 
Verifique ao longo da sua vida se você ouviu e tomou essas ideias como verdades: "Os ricos são gananciosos, desonestos, exploradores" ou "É mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha que um rico entrar no reino dos céus". Você tem medo de seguir um caminho diferente da família se ela não tem prosperidade? Você tem medo de ter que ajudar a família se ganhar muito dinheiro? Você acredita que o dinheiro corrompe? Tira a paz interior? Atrai inveja, falsos amigos, assalto, sequestro? Que torna as pessoas arrogantes? Cuidado! 
Sua mente inconsciente pode estar sabotando secretamente a sua prosperidade!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Um Amor Feito para Acabar...




(...) "O que está em jogo não é tanto estar em contato, mas ter a certeza permanente de que podemos entrar em contato depressa sempre que necessário ou sempre que se deseje". (...) "Exclusão, expulsão, ser deixado sozinho, descobrir-se abandonado, jogado fora ou ser de alguma forma banido, ficar para trás ou ir longe demais, ter recusado seu pedido de admissão, fazerem com que você se sinta ignorado ou não convidado (...) - são estes os pesadelos mais comuns neste nosso mundo (...)" (Bauman)
...
Vivemos a procura da felicidade, mas não queremos, nem de longe, nos sentir amarrados, pressionados, nem mesmo pela tal felicidade... 
O que queremos? - Talvez, um amor feito para acabar...
...
O amor feito para acabar, me traz o desejo curioso do desconhecido, mas também, o poder da exclusão, me conduzindo a novas possibilidades... O que importa, não é envolver-me, mas manter a porta aberta para vivências marcadas pelos laços fluídos, que não permanecem, que não se estreitam, que desobedecem a lei da gravidade, ou seja, a ausência do peso...

Onde estão os laços fortes do tão sonhado "Para Sempre..."?

terça-feira, 20 de junho de 2017


As Ordens do Amor - Constelação Familiar

"...Já há alguns anos chamamos essas ordens de “Leis”, pois elas atuam realmente, assim como atuam as leis da natureza, por isso dizemos “Leis Naturais”. Gostamos de compará-las à Lei da Gravidade por ser essa bem conhecida por todos, tornando então mais fácil a compreensão das mesmas. 

A diferença é que gravidade atua sobre a massa e as leis do amor atuam sobre os relacionamentos e, em ambos os casos, podemos ver a atuação pelos efeitos. 
Mesmo uma criança que nada sabe sobre a Lei da Gravidade está sujeita à mesma, assim, se ela sobe em um lugar alto e cai, poderá se ferir. Ou seja, a natureza não deixa de atuar pelo fato de que isso seja injusto, já que é uma criança inocente e nada sabe sobre essa lei da natureza. O fato de não a conhecer não a torna imune aos efeitos caso ela não respeite tal lei e se alinhe com ela. 

A natureza não deixa de atuar porque você não concorda com ela. Aquilo que tem de acontecer simplesmente acontece. Também assim agem as Leis Naturais do amor. Gostaríamos de compartilhar algo acerca de cada uma dessas leis:

1 - Pertencimento:

O Pertencimento é gerado somente pelo vínculo. Descrevemos essa lei da seguinte forma: “Quem pertence, pertence. Quem não pertence, não pertence.” 

E o que quer que venha depois desse ponto final não desfaz o vínculo. 

Um vínculo pode ser criado por laços de sangue ou por laços de destino. Dentro do primeiro caso estão nossos pais, filhos, irmãos, meio irmãos, irmãos de nossos pais, meio irmãos de nossos pais, avós, bisavós etc. 

No segundo caso, temos os nossos parceiros atuais e anteriores, não importa o motivo pelo qual o relacionamento tenha terminado. Também pessoas que somam algo ao nosso sistema, por exemplo, alguém que doa uma herança e com isso facilita muito a vida da minha família, então essa pessoa pertence ao meu sistema. Isso quer dizer que ela precisa de um lugar de amor e respeito dentro da minha família. 

2 - Ordem:

A Ordem é estabelecida pela hierarquia. Descrevemos essa lei da seguinte forma: “Quem chegou primeiro chegou, primeiro, quem chegou depois, chegou depois. E nada que venha depois desse ponto final, altera a ordem.” 

Uma confusão que observamos as pessoas fazerem quando falamos dessa ordem é confundi-la com a ordem hierárquica militar, onde se pressupõe obediência cega às ordens superiores. Não é o caso aqui. Essa ordem não pressupõe obediência automática e sim, precedência e respeito. No entanto, a postura com a qual se desobedece dita os efeitos da desobediência. Ou seja, desobedecer com o sentimento de que se vai fazer “melhor” do que aqueles que vieram, tem um efeito. Desobedecer com postura de fazer algo “diferente”, e não melhor, só diferente, a serviço daquilo que segue adiante e de maneira ainda mais leve, tem outro efeito. 

3 - Equilíbrio

O Equilíbrio é estabelecido pelo dar e receber.

A necessidade do equilíbrio é facilmente percebida nas relações. Se recebo algo de alguém, sinto pressionada a dar algo de volta. Vale ressaltar que essa lei atua somente entre iguais, ou seja, onde não há hierarquia, como relação de casal, entre amigos, etc. Dizemos que “Quando a Ordem entra pela porta, o Equilíbrio pula pela janela”. Isso é importante, pois é muito comum que queiramos equilibrar o dar e receber com nossos pais, e isso é impossível. 

Os pais dão muito ao transmitir a vida e o que podemos fazer para aliviar um pouco essa pressão é passar adiante aquilo que deles recebemos, seja através dos filhos, seja através do nosso trabalho. Já nas relações entre iguais, o Equilíbrio é fundamental para que o amor dê certo. 

Assim podemos perceber que naquilo que acrescenta ao amor, o que normalmente chamamos de “positivo”, há uma tendência de dar de volta “um pouquinho mais”. Isso reforça o amor e a troca entre o casal e tem um bom efeito. 

Mas o que ocorre quando um dos parceiros fere o outro? Podemos dizer que nesse caso ele ou ela fez algo que “deu” ao outro uma coisa “negativa”, que subtrai algo ao outro e ao casal. Observando o que ocorre ao nível da consciência pessoal podemos ver que nesse caso, a pessoa que foi ferida sente-se de consciência leve e o ofensor sente consciência pesada. Num caso assim, para que o equilíbrio se reestabeleça é preciso que aquele que foi ferido também faça algo que cause dano ao outro, estabelecendo uma compensação no “negativo”, porém um “pouco menos” do que aquilo que foi feito a si antes...


Assim, o equilíbrio pode muitas vezes ser reestabelecido na relação de casal e as trocas entre eles podem ser retomadas, num ambiente que permite novamente a felicidade..."

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Um Significado...


Esse é o Meu!!!

Convite...



"Não me interessa o que você faz para viver.

Eu quero saber o que de fato você busca e se você é capaz de ousar sonhar em encontrar as aspirações do seu coração.

Não me interessa a sua idade.

Eu quero saber se você será capaz de se transformar num todo... Para poder amar, viver os seus sonhos e aventurar-se de estar vivo.

Não me interessa qual o planeta que está em quadratura com a sua Lua.

Eu quero saber se você é capaz de se sentar com a dor... A sua e a minha.

Se você é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase lhe envolva até a ponta dos dedos dos pés e das mãos... Sem querer nos aconselhar a sermos mais cuidadosos, mais realistas ou nos lembrar das limitações do ser humano.

Não me interessa se a história que você está me contando é verdadeira.

Eu quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro consigo mesmo. Se você é capaz de suportar a acusação de traição e não trair a sua própria alma.

Eu quero saber se você pode ser confiável e verdadeiro.

Eu quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o dia não está belo e se você pode conectar a sua vida através da presença de Deus.

Eu quero saber se você é capaz de viver com os fracassos, os seus e os meus...

E mesmo assim se postar nas margens de um lago e gritar para o reflexo da Lua: SIM!!!

Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro você ganha.

Eu quero saber se você é capaz de acordar depois da noite de luto e do desespero... Exausto e machucado até a alma,... e fazer aquilo que precisa ser feito.

Não me interessa o que você é ou como você chegou aqui.

Eu quero saber se você irá postar-se no centro do fogo comigo e não fugir.

Não me interessa onde, ou o que, ou com quem você estudou.

Eu quero saber o que o sustenta interiormente, quando tudo o mais desabou.

Eu quero saber se você é capaz de ficar só consigo mesmo e se você realmente é boa companhia para si...

Mesmo nos momentos vazios.

Oriah , o Sonhador da Montanha – um ancião indígena.

Sustentar Escolhas: o Caminho Depois da Decisão

Falar sobre escolhas é comum. Falamos sobre decidir, mudar de rumo, começar algo novo. Mas quase nunca falamos sobre o que vem depois. Suste...